25 de setembro de 2011

O meu não quase amor.

Cada vez que fecho os olhos consigo ver o seu rosto a me contemplar com um jeito de quem pede alguma coisa. Cada vez que tento me esquentar debaixo das cobertas lembro do seu corpo quente me abraçando como se nada do que tivesse além daquelas paredes tivesse alguma importância. Cada vez que me olho no espelho vejo seu reflexo e me perco mais uma vez nas lembranças. Cada vez que sinto algum cheiro, me lembro do cheiro que deixamos no ar, sei que não notastes mas sinto cada fragrância que permaneceu no ar até a manhã seguinte. Cada vez que olho para o banheiro me lembro do seu corpo molhado junto ao meu, me lembro da minha reação como se tivesse cometendo o maior erro da minha vida. 
Cada vez que penso em alguma coisa, penso em você e isso me faz lembrar como você consegue me fazer mulher só de olhar nos meus olhos e fazer aquela cara que só você consegue fazer. Você é mestre nisso, você é o melhor em me fazer mulher, você consegue isso sem nem fazer nenhum esforço... Por que será? Não consigo achar nenhuma resposta, cada vez que penso nessa pergunta. Vai ver a resposta seja o tempo que esperei para te tocar, pra te fazer feliz nem que se fosse por alguns minutos, a verdadeira resposta acho que não encontrarei até o dia que eu começar a fazer parte da sua vida, se é que algum dia eu realmente faça parte do seu círculo de prioridades.
Mas vou tentando levar, fingindo que essa foi a nossa despedida e que se for realmente uma despedida eu digo que aproveitei cada segundo do seu corpo quente e suado, pra me fazer feliz por algum tempo. Não preciso te afirmar mais uma vez o quão me faz bem só de estar perto... Ou será que ainda preciso? Te digo somente, que essas lembranças não serão esquecidas e que todas as vezes que procurar te esquecer, me encontrarei mais uma vez a sua presença.


O meu amor, tem um jeito manso que é só seu,
que me deixa maluca, quando me roça a nuca e quase me machuca com a barba mal feita,
e de pousar as coxas entre as minhas coxas quando ele se deita...

21 de setembro de 2011

Pretérito igual.

Já percebeu que nós dois temos algo em comum? Nós insistimos em guardar lembranças de um passado mal sucedido. Insistimos em pensar que tudo que já vivemos no passado irá voltar, não do mesmo modo mas ainda sonhamos e perpetuamos nosso passado dentro de nós mesmos. Acho que se juntarmos a nossa vontade de esquecer o passado e tentássemos seguir juntos, daríamos certo... Porque assim, temos uma vontade de guardar as lembranças mas temos vontade de perder esse ponto fraco que temos. 
Não precisa negar está escrito em você e você faz questão de demonstrar que o seu passado ainda habita seu coração. Como eu queria poder te fazer feliz, queria tirar de você todas as lembranças ruins de seu passado, deixar só as lembranças boas, porque sei que nunca irá tirar ela por completo do coração. E se for pra você lembrar de alguém que seja por coisas boas, ninguém merece o nosso rancor ou nossa decepção. 
Cada vez que leio suas palavras tento me encaixar nelas, fingindo que são para mim o que escreves mas no fim eu sempre sei que elas não foram em nenhum momento ao meu endereço e sempre foram para ela...
Por que insistes nesse joguinho de vai, não vai? (Ou será que foi eu que inventei esse jogo e me perdi no caminho?) Não sei se gosto disso, acho que até gosto mas me faz mal, não gosto de ficar perdida nos sentimentos, precisava de um alerta. Eu só queria saber se pensas em um futuro ao meu lado... 

Não tenho dúvidas que com você daria certo, 
juntos faríamos tantos planos, 
com você meu mundo ficaria completo...

19 de setembro de 2011

Sua, só sua.


Serei sua amante, sua mulher, sua menina
Basta você me solicitar
Mas não me venha com regras para eu obedecer
Porque sabes que não vou me submeter.

O que posso pedir,
se ao menos quer me escutar?
Escutar por um segundo
O que deixastes escapar.

Deixa-me escapar dessa ilusão
que insisto em criar
Mas do que me vale um sorriso
Se não posso te tocar?

Serei só tua e nunca serais só meu
Não por não desejar e sim por não ligar
Pois serei tua amante,
tua companheira fiel
E não me importarei,
em dormir num quarto de hotel.

Faço rimas infantis
E sei que ris de mim
Porém continuo a escrever
Até que venha o amanhecer.

Quem sabe um dia eu não me perca no seu olhar,
E que venhas a me desejar
Para ser sua mulher
E na sua vida me perpetuar.

Eu realmente não sei escrever poemas...

17 de setembro de 2011

Venha me dizer.

Hoje tenho certeza que consigo escrever sobre você todos os dias, tenho certeza que saberia lidar com isso sem que me faltassem palavras para demonstrar tudo o que eu venho sentindo. Sinto que você vem tendo um certo medo de mim, de nós dois juntos mas não precisa ficar preocupado, esse meu jeito afobado de ser é normal, não fique na sua venha sempre me dizer o que quer e o que não quer. Pode me dizer que te sufoco, que não me quer em todos os instantes, venha me dizer que eu sou de menos pra você que eu não sou nada daquilo que um dia você sonhou pra si. Venha me contar o que se passou no seu dia e o que deixou de fazer que gostaria de ter feito. Venha apenas me contar porque gosto de saber de sua vida, gosto de saber o que você pensa sobre mim mas não faz desse jeito que vem fazendo, vem me falar, não fique com medo de eu não saber lidar com a realidade, eu sei muito bem lidar com ela. Não precisa se preocupar com o meu bem estar, o meu bem estar só quer que você venha me dizer.  O que eu quero te dizer é que você pode simplesmente me dizer que não me quer mais porque não vai me deixar mal porque o que você vem me fazendo é muito pior do que dizer o que está escrito dentro de você. 

 Eu não consigo dizer: somos sempre bons amigos. É muita mentira para mim...